Assessor de investimentos desvia milhões e envia vídeos à ex

Assessor de investimentos desvia milhões e envia vídeos à ex
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Frederico Goz Biagi, assessor de investimentos de Ribeirão Preto, foi preso após desviar cerca de R$ 11 milhões de investidores. Em meio às investigações, vídeos mostram o suspeito enviando mensagens afetuosas à ex-namorada, também vítima do golpe. A prisão ocorreu na quinta-feira (4) durante a Operação Stop Loss da Polícia Federal.

No vídeo, Biagi agradece e demonstra carinho pela ex-namorada. Ela, que não teve sua identidade revelada, relatou que ele sempre foi atencioso e solícito durante o relacionamento. A Polícia Federal investiga a atuação de Biagi, que utilizava as vítimas para obter vantagens financeiras.

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Como o Golpe Era Aplicado

As investigações apontam que Biagi inicialmente agia sozinho, mas expandiu suas ações, chegando a abrir uma empresa e desviar dinheiro de sócios. A Polícia Federal descobriu que o suspeito usava mulheres com poder aquisitivo como alvo para se aproximar das vítimas e conseguir desviar valores. Ele chegou a fazer planos de casamento e se batizar.

O delegado Marcellus Henrique de Araújo explicou que o assessor criava uma “engenharia social” para se aproximar das vítimas, explorando o vínculo afetivo para obter ganhos financeiros. Biagi atuou em um escritório de assessoria de investimentos entre 2020 e 2023 antes de abrir sua própria empresa. Ele responderá por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com penas que podem chegar a 37 anos de reclusão.

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O Esquema de Investimentos Fraudulentos

A PF revelou que Biagi prometia altos rendimentos aos investidores e, posteriormente, oferecia taxas de até 2% para manter as vítimas enganadas. Ele fraudava documentos e inseria informações falsas nos sistemas, dificultando o acesso às informações reais. As vítimas, incluindo médicos e aposentados, pagavam impostos sobre rendimentos inexistentes, conforme explicou o delegado.

As investigações também revelaram que, para manter as vítimas em erro, Biagi fornecia demonstrativos de rendimentos falsos. As vítimas, acreditando na veracidade dos documentos, declaravam os valores à Receita Federal e pagavam impostos sobre um dinheiro que não existia.

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Com informações do portal EPTV.

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