Mulher é encontrada sem vida e nua na cama em SP; filha estava no berço com sinais de violência
Mulher de 34 anos é encontrada morta em SP; filha de 2 anos apresentava sinais de violência sexual. Suspeito é o ex-companheiro.

Uma mulher de 34 anos foi encontrada sem vida em sua residência na manhã deste domingo (1º), no bairro da Saúde, localizado na Zona Sul de São Paulo. A filha da vítima, com apenas dois anos de idade, também estava no imóvel e precisou de socorro, apresentando sinais de violência, conforme indicado no boletim de ocorrência.
Segundo informações da polícia, a mulher foi encontrada deitada, nua e com marcas de agressão visíveis em seu rosto, coberta por um lençol. A criança, encontrada sem roupas no berço, ao lado da cama, foi encaminhada para avaliação médica devido a suspeitas de violência sexual.
A investigação do caso
O incidente ocorreu na Rua Joaquim de Almeida, onde mãe e filha residiam. Familiares apontam o ex-companheiro da vítima, também de 34 anos, como principal suspeito. O homem não foi localizado até o momento, e sua defesa não pôde ser contatada pela reportagem.
O pai da mulher relatou que o relacionamento da filha com o suspeito era marcado por conflitos e brigas frequentes. Na sexta-feira (30), ele presenciou uma discussão mais acirrada entre o casal e chegou a mencionar a possibilidade de acionar a polícia. No sábado (31), ao tentar contato sem sucesso e encontrar o imóvel trancado, ele acionou a Polícia Militar.
Ao arrombarem a porta, os policiais encontraram mãe e filha em meio a sinais de violência. A porta dos fundos estava aberta, levando à suspeita de que o agressor tenha fugido pelo quintal, pulando muros de propriedades vizinhas. A motocicleta da vítima também desapareceu e foi posteriormente encontrada na residência da mãe do ex-companheiro, em Diadema, na Grande São Paulo.
Cuidados com a criança
A menina recebeu atendimento do Samu no local e foi transferida para a UPA da Vila Mariana, seguindo para o Hospital da Mulher. Atualmente, a criança está sob os cuidados provisórios de um primo da vítima. A Polícia Civil investiga a possibilidade de a menina ter ficado cerca de dois dias sem alimentação e cuidados adequados. Ela é filha de um relacionamento anterior da vítima.
Em depoimento, o pai da mulher mencionou que ela “estava sempre” com o suspeito, que, segundo ele, se aproveitava financeiramente dela. Ele também relatou ter ouvido gritos e discussões na noite de sexta-feira, mas, devido à frequência das brigas, acreditou que a situação tivesse se normalizado com o silêncio posterior.
Na quinta-feira (29), o suspeito, identificado como André, já havia invadido a casa, arrombado a porta e entrado pela janela do quarto, fugindo pelos fundos e se machucando ao pular o muro de um vizinho. O pai da vítima acredita que o mesmo trajeto tenha sido utilizado na fuga após o crime.
A Polícia Militar informou que o ex-companheiro já foi acusado de violência doméstica contra outras duas mulheres em 2023 e 2024, tendo sido preso em uma das ocasiões e sendo alvo de medida protetiva. A vítima também havia registrado um boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025, alegando invasão de domicílio e fuga pela janela do quarto.
A Secretaria da Segurança Pública comunicou que a perícia e o IML foram acionados. O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Sul, que segue com as investigações para apurar todos os detalhes do ocorrido.
