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Assessor de investimentos desvia milhões em esquema de pirâmide financeira

PF detalha esquema de assessor que desviou R$ 11 milhões de investimentos. Frederico Goz Biagi usava relacionamentos para atrair vítimas. Entenda como funcionava o golpe em Ribeirão Preto e região.

Assessor de investimentos desvia milhões em esquema de pirâmide financeira
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A Polícia Federal (PF) revelou detalhes sobre o esquema do assessor financeiro Frederico Goz Biagi, que desviou ao menos R$ 11 milhões de investimentos. A prisão ocorreu na manhã de quinta-feira (4) em Poços de Caldas (MG), durante a Operação Stop Loss. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ribeirão Preto (SP), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

O delegado da PF, Marcellus Henrique de Araújo, informou que as vítimas eram selecionadas com base em seu poder econômico. Biagi se aproximava delas, chegando a manter relacionamentos com mulheres para ganhar confiança.

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Como funcionava o esquema de desvio

Frederico Biagi atuou em um escritório de assessoria de investimentos de 2020 a 2023. Em maio de 2023, ele abriu uma empresa. As investigações apontaram que os valores dos clientes eram usados em operações de day trade, resultando na perda dos recursos. Para manter as vítimas enganadas, o assessor fraudava documentos e inseria informações falsas no sistema.

A PF informou que pelo menos dez pessoas foram vítimas do golpe. Inicialmente, Biagi prometia rendimentos altos. Depois, passou a oferecer até 2% de vantagem, rendimento considerado dentro do padrão.

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“A partir do momento em que esse criminoso oferece 2%, ele tem uma margem muito maior para ir mantendo a vítima em erro”, explicou o delegado Marcellus Henrique de Araújo.

Vítimas pagavam impostos sobre rendimentos inexistentes

O assessor divulgava aos clientes os valores totais, mesmo aqueles já desviados. Ao declarar à Receita Federal, as vítimas pagavam impostos sobre um dinheiro que não possuíam.

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Segundo o delegado, “a vítima, além de não ter o dinheiro, ainda pagava um tributo em cima de um rendimento que ela não teve”.

Frederico Biagi deve responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com penas que podem variar de 10 a 37 anos de reclusão. A PF continua as investigações para identificar outros envolvidos e todas as vítimas.

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Com informações do portal g1 Ribeirão Preto e Franca.

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