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Fiscalização no Mercadão de Ribeirão Preto interdita queijos pelo 2º dia; lojistas reclamam de perseguição

Nova fiscalização no Mercadão de Ribeirão Preto interdita queijos e manteigas sem rótulo. Lojistas reclamam de perseguição da Vigilância Sanitária.

Fiscalização no Mercadão de Ribeirão Preto interdita queijos pelo 2º dia; lojistas reclamam de perseguição
FOTO: EPTV
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A fiscalização no Mercadão de Ribeirão Preto resultou em novas interdições pelo segundo dia consecutivo, nesta quinta-feira (13). A Vigilância Sanitária interditou lotes de queijos e manteiga de garrafa em três boxes. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os produtos estavam sem rotulagem adequada e selos de procedência.

O que aconteceu

A operação desta quinta é um desdobramento da ação de quarta-feira (12), quando os fiscais já haviam apreendido 200 quilos de queijos em outros três estabelecimentos.

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Parte dos produtos interditados hoje foi descartada no local. A falta de selos de origem e rótulos informativos foi o principal motivo das apreensões em ambos os dias.

Lojistas falam em perseguição

O clima entre os comerciantes é de revolta. O lojista Ricardo Azevedo afirmou que o grupo está sendo perseguido e que a fiscalização não é isonômica. “A gente vive uma perseguição diária. Ontem a Vigilância esteve no Mercadão novamente e a gente vê que alguns estabelecimentos não são fiscalizados”, disse.

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Azevedo alega que produtos premiados, que são vendidos livremente em feiras da cidade, são proibidos no Mercadão por “implicância” dos fiscais.

Dificuldade de adaptação

Outros comerciantes relatam a dificuldade em adaptar produtos artesanais às novas exigências. Bruno Prado de Andrade, dono de um box, disse que a regra de rótulos e embalagens a vácuo complica a venda de itens tradicionais. “O principal produto que a gente vende na loja é o queijo Canastra”, lamentou.

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Segundo ele, além dos queijos, garrafas de cachaça com rótulos desatualizados e doces vendidos a granel tiveram que ser descartados.

O que diz a Prefeitura

A Secretaria de Saúde informou que as ações são rotineiras e visam garantir o cumprimento das normas sanitárias e a segurança alimentar dos consumidores. Clayton Ramos, tesoureiro e comerciante no Mercadão, reconheceu o compromisso da Vigilância, mas afirmou que as ações “acabam prejudicando” os lojistas.

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Em 2025, a pasta realizou 1.566 inspeções em estabelecimentos de alimentos na cidade, sendo 35 delas no Mercadão.

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