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Coronel apagou mensagens de PM Gisele pedindo divórcio logo após sua morte em SP

Tenente-coronel apagou mensagens de PM Gisele pedindo divórcio após sua morte. Investigação aponta ocultação de provas.

Coronel apagou mensagens de PM Gisele pedindo divórcio logo após sua morte em SP
Tenente-coronel preso em SP – Reprodução/1NEWS
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A Polícia Civil de São Paulo apurou que o tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, apagou mensagens do celular da soldado Gisele Alves Santana logo após o incidente ocorrido em 18 de fevereiro. De acordo com os laudos periciais, o aparelho da vítima foi acessado e manuseado poucos minutos depois do disparo de arma de fogo.

Os investigadores conseguiram restaurar o conteúdo que havia sido removido, o que reforçou a hipótese de que houve uma tentativa intencional de ocultar evidências que indicariam o desejo da soldado de terminar o relacionamento. O oficial encontra-se detido desde 18 de março, acusado de crime contra mulher.

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PM Gisele solicitou divórcio ao coronel

A análise técnica indicou que o celular foi acessado enquanto a soldado ainda estava ferida dentro do apartamento, antes mesmo de qualquer pedido de socorro. As mensagens recuperadas, trocadas na noite anterior ao ocorrido, revelam que o casal estava discutindo o divórcio.

Em uma das mensagens enviadas por Gisele, ela expressou: “Vejo que se arrependeu do casamento, eu também. Pode entrar com o pedido essa semana.” A investigação aponta que o tenente-coronel evitava o assunto sempre que a separação era mencionada, chegando a afirmar que o casal se amava em momentos de tensão.

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Evidências de conflito e perícia técnica

Durante seu interrogatório após a prisão, o oficial citou aspectos da vida íntima do casal para contextualizar a relação, alegando que seus níveis hormonais estavam elevados para sua idade. Em contraste, as mensagens recuperadas no aparelho de Gisele apresentavam uma visão diferente sobre a convivência. A soldado demonstrava insatisfação com a rotina do casal, chegando a escrever: “Com você, pra mim, está sendo sexo uma vez por mês… 19 segundos.” Para as autoridades, essas divergências corroboram o cenário de desgaste e conflito que precedeu o disparo fatal na residência.

O tenente-coronel inicialmente declarou que Gisele teria tirado a própria vida enquanto ele tomava banho, no apartamento localizado na região central da capital paulista. Contudo, a investigação descartou essa versão após a perícia indicar que o disparo atingiu a região das têmporas de forma que impossibilitaria o ato voluntário. A decisão judicial que determinou a prisão detalha que o réu teria surpreendido a vítima por trás. Atualmente, o oficial permanece custodiado no Presídio Militar Romão Gomes, após o Superior Tribunal de Justiça negar um pedido de soltura apresentado por sua defesa.

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