Amparo, 190 anos. Por Marcelo Henrique

No próximo dia 8 de abril, segunda-feira, a Estância Hidromineral de Amparo – “Flor da Montanha”, Capital Histórica do Circuito das Águas, minha terra natal, festejará 190 anos de existência, pois foi em 8 de abril de 1829 que Amparo se tornou Capela Curada, ou seja, significa que nessa data foi enviado um “cura”, um sacerdote, encarregado da vida religiosa da comunidade. Cada capela curada tinha um distrito delimitado pelo bispo da Diocese (em nosso caso, éramos subordinados à Diocese de Bragança). O primeiro capelão ou cura de Amparo foi o padre Roque de Sousa Freire.
Em 1839, Amparo foi elevada à Freguesia, já impulsionada pelo café.
Dezoito anos depois, em 14 de março de 1857, Amparo foi elevada à categoria de vila (Vila do Amparo), ganhando autonomia e uma Câmara Municipal, mas, na verdade, sua Câmara Municipal só seria instalada em novembro de 1857. O projeto nº 14, que elevou Amparo à categoria de vila, foi de autoria do deputado provincial dr. Joaquim Pinto Porto.
Posteriormente, Amparo foi elevada à categoria de cidade em 28 de março de 1865. A primeira vez em que a Câmara usa o termo “cidade” para designar Amparo é na sessão de 12 de julho de 1865, mas estranhamente não menciona a data nem o ato que elevou a vila a essa categoria. Ainda na sessão anterior, de 23 de maio daquele ano, a Câmara designava Amparo por “esta vila”.
E, finalmente, em 21 de abril de 1873, foi criada a Comarca de Amparo, graças aos esforços do deputado provincial dr. Francisco Antônio de Araújo, que também advogava em Amparo. Nossa Comarca chegou a abranger o vizinho município de Serra Negra. Até poucos anos, sua jurisdição abrangia Amparo, Pedreira e Monte Alegre do Sul. Hoje, está reduzida aos municípios de Amparo e Monte Alegre do Sul.

VIVA AMPARO! SÃO 190 ANOS DE LUTAS E DE GLÓRIAS!

Marcelo Henrique

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